quarta-feira, dezembro 29, 2010, posted by # 7 at 21:28





Ao longo do percurso a que chamamos vida, fui-me cruzando com muita gente. E fui-me sempre abstendo de me relacionar com muita dessa gente, pois é assim que sou, é quem realmente sou.

Alguns dos que por mim passaram, fui considerando desde logo meus inimigos. Pessoas que me causavam repulsa, com as quais não me identificava minimamente. Outros, simplesmente fingia não ver, fazia de conta que não existiam. Se não estivessem lá, não poderiam interferir no meu mundo perfeito. Aquele mundo no qual eu sou senhor da razão e sei sempre de que lado está o bem e de que lado está o mal. Aquele canto na minha mente em que defino as regras e tento cumpri-las, sem nunca verdadeiramente esperar que os outros o façam.

E depois chego a casa e, invariavelmente, encontro o meu pior inimigo. Aquele cujo poder me afecta diariamente, apesar de supostamente ser tão fácil de evitar. Mas eu não consigo. Não tenho essa força. A sua atracção é demasiado intensa e numa base diária sou exposto ao meu pior pesadelo: ao que sou na realidade, sem floreados nem fingimentos. Apenas um mero mortal, cheio de defeitos como os outros, banal, triste e perfeitamente dispensável.

É forte, este meu inimigo silencioso e imóvel, que reflecte constantemente a minha aparência exterior e me faz aperceber da minha essência interior. É o único que consegue deitar-me abaixo com um simples olhar. Tudo o que penso ser, toda esta fortaleza que criei na minha mente se desmorona quando olho para ele.

Devia destruí-lo, mas ao que parece, torna-se mais forte, pois ao invés de me mostrar uma vez o que não quero ver, fá-lo inúmeras vezes.
 
, posted by # 7 at 19:03
 
domingo, dezembro 26, 2010, posted by # 7 at 23:57





Estava deitado, sozinho como sempre. O som do vazio era a única coisa que me ocupava a mente, como já vinha sendo hábito, desde que decidiste partir, deixando-me só. entregue ao desconhecido.

Nesse dia, nesse negro dia que até hoje me assola a mente, arrancaste-me o coração do peito, cuspiste nele e atiraste-o para o chão, diante dos meus olhos lacrimosos. E sorriste, enquanto caminhavas, para fora da minha vida.

Com o tempo, fui-me acostumando à solidão, ao facto de me teres abandonado, sem qualquer justificação. Definhei, olhei por tempo indeterminado para as paredes bolorentas do meu pequeno apartamento. As humidades que se apoderavam das paredes da minha casa, pareciam também se apoderar da minha mente, tornando-a débil, doente. Incapaz de tomar decisões acertadas, de viver normalmente.

Quando já me acostumava a ser quem era, uma triste sombra do meu ser, surgiste de novo na minha vida, sorrindo como se nada se tivesse passado. 
Caminhaste até mim, parecendo um anjo, iluminado por uma celestial luz. Esse teu sorriso  capaz de derreter o coração do homem mais duro do mundo. És linda.


Quando chegaste até mim, dizendo: "perdoa-me", eu nada mais era que uma fraca figura humana, curvado perante a minha dor, a minha tristeza. 
Olhei para ti. Ouvir essa doce voz e olhar para esse lindo sorriso, trouxe-me alguma humanidade à minha triste existência.
Os teus olhos azuis encontraram-se com os meus, o teu pedido de desculpas penetrou na minha alma, o teu odor fez-me querer viver de novo.


E foi nessa altura que te penetrei. Penetrei o teu corpo terreste com a minha fria lâmina de aço. Lentamente, gentilmente.
A princípio gemeste, os teus olhos abriram-se violentamente, como que tentando perceber o que se estava a passar.
Quando o teu olhar cruzou o meu, já percebendo o que se passava, notei uma expressão de acomodação na tua face, de aceitação. E aí, sorri. Sorri porque estavas agora a viver a minha vida, ainda que para ti fosse mais fácil, pois o fim estava próximo. 

Forcei a entrada da lâmina no teu perfeito corpo, destituindo-o de toda essa superficial perfeição de que tanto te gabavas. Rasguei-te a carne, saboreei-te o sangue.


E para mim, o fim não era sequer uma hipótese. Desde o dia que me humilhaste que eu anseava por este momento de demência, quando nós os dois estaríamos juntos numa orgia de dor e de prazer que culminaria na morte de ambos.


Matei-te, lentamente, pois queria a todo o custo certificar-me de que sofrerias até ao último suspiro. Rodei a lâmina dentro de ti, sentindo os teus violentos espasmos e segredando-te ao ouvido que tudo iria correr bem e que te amava, incondicionalmente.


Ficou claro que esta não era a recepção que esperavas, quando, egoísticamente, resolveste regressar para os meus braços. 

Mas, lamentavelmente, este foi o teu fim. O local onde começou a tua aventura foi o local onde o sofrimento se apoderou de ti.


Pensei em matar-me, após te retirar a vida. Mas a sensação foi boa demais. Vou fica por cá.......para repetir a dose, coberto pelas sombras do passado.



 
sábado, dezembro 25, 2010, posted by # 7 at 02:16

Sempre me interroguei sobre a verdadeira razão, o impulso determinante que leva a que uma mulher se sujeite a uma cirurgia cuja recuperação será sempre dolorosa, para remodelar as suas feições. Especialmente quando se tratam dos lábios.

Acredito que existam por aí homens e mulheres que achem que uns lábios remodelados são sensuais. Porém, e sem qualquer estudo que o prove, o que faz da minha declaração uma simples opinião, duvido que muitos sejam os que achem que uns lábios carregados de uma qualquer substância sejam verdadeiramente sexys. Vá lá, sejamos francos. Uma mulher cujos lábios parecem uns balões, nunca poderá ser sensual. Mete nojo. Parecem bonecas fabricadas numa linha de montagem.

E se as imagens dessas tristes senhoras já me causam repulsa, pior ainda é quando tenho a infelicidade de ver entrevistas em que elas se atrevem a falar. Parece que estão anestesiadas. Que acabaram de vir de uma consulta do dentista. Aqueles pedaços enormes de carne, por vezes, nem se conseguem tocar. É repulsivo mesmo.


Sinceramente, a mim, pessoalmente, muitas vezes me dá vontade de agarrar num objecto cortante e traçar esses lábios, para verificar se eles vazam, tal qual um balão.


E quem fala de lábios fala de seios. 
Existem por aí milhares de aberrações.que, por acharem que uns seios gigantes servirá para as evidenciar no mundo da popularidade, chegam a fazer verdadeiras monstruosidades com o próprio corpo.


Mas, devo admitir que devo ser diferente dos demais, pois, também neste caso, ao observar estes espécimens de estupidez humana, só me apetece meter os dedos à garganta.

Mais ainda quando vi há pouco na televisão, um programa em que umas mãs (excelentes, por sinal) treinam as filhas, de 4 anos ou menos, para que estas sejam eleitas miss pacóvia ou miss campónia. Forçam as crianças a portarem-se como adultas, por vezes obrigando-as a horas e horas de treinos, com o simples e triste objectivo  de verem as meninas como miss xpto. Uma tristeza, um claro vácuo cerebral. E quando vejo essas mães a depilarem sobrancelhas de crianças que nem pediram para estar a fazer aquilo, só me apetece cobri-las de alcatrão e penas e pegar-lhes fogo...para tratar-lhes da pele, claro.


É cada vez mais falso o mundo em que vivemos e parece que estas marionetas que vivem das aparências, ganham cada vez mais expressão.


Mais uma razão para gostar de ser quem sou.
 
terça-feira, dezembro 21, 2010, posted by # 7 at 22:29





Sim, eu sei que este ano já falei do Natal. Fi-lo em Novembro e, até o poderia ter feito em Outubro, na altura em que as primeiras alusões à quadra (comerciais) surgiram.

Mas agora cá estou de novo, pois agora sim, é altura de falar da festividade que se aproxima. 

Faltam pouco mais de três dias para o grande dia e, como seria de esperar, a corrida desenfreada aos presentes intensifica-se. Até ao último dia, à última hora. 

Tudo vale para mostrar o quanto nos preocupamos com os outros, mostrar através de bens materiais o quanto alguém é importante para nós. 

Compremos então, e muito, para que não exista sequer a mais remota hipótese de pensarem mal de nós. Quanto muito, seremos nós a ter esse direito, nós que comprámos uma prenda tão útil, tão original e, em troca apenas recebemos esta moldura, ou esta camisola, ou esta garrafa de uma qualquer bebida.


Sinceramente, eu gosto de comprar. Também o faço, também me encaixo de alguma forma nesse padrão consumista. Mas, pelo menos, não sou hipócrita ao ponto de medir o quanto gostam de mim pelas prendas que me dão. Aliás, não sendo hipócrita, terei que deixar igualmente claro que gosto de da mas, adoro receber. Essa treta do ser melhor dar que receber é muito bonito de se dizer. E até tem a sua dose de realidade, se estivermos a falar em relação a crianças ou a pessoas que realmente, mas realmente gostemos muito.


Agora em relação aos outros, aos amigos de ocasião, que apenas se encontram em aniversários, à família que durante todo o ano está afastada, menos nesta linda quadra, às pessoas que vemos apenas durante uma meia hora mal medida, na noite de Natal.....é porreiro dar, pá. Mas é melhor que retribuam o gesto.
 
 
, posted by # 7 at 14:50





Dou por mim, tantas vezes, a pensar que devo estar calado, que me devo abster de dar as minhas opiniões, por muito erradas que estas possam ser. Sinto que me exponho em demasia, que dou razões às pessoas para me criticarem.
E não é que eu não aceite uma critica. Aliás, seria melhor que assim fosse. Que julgasse que todos estavam errados quando me julgam. O pior é que se passa precisamente o contrário. O que me dizem, de negativo, fica em mim, passa a fazer parte do meu ser e é a opinião com que fico a respeito de mim mesmo. 

Dói quando me magoam. Sim, sem dúvida. Mas essa dor nada é quando me apercebo da dor que causo ao magoar os outros. Mesmo quando o faço por razões merecidas.

A verdade é que a vida é curta, os bons momentos rareiam cada vez mais e as atitudes mais marcantes, as que ficam para sempre gravadas na alma, são invariavelmente as negativas.
Por isso mesmo, custa-me magoar, mesmo que o faça, mesmo que por vezes seja algo incontrolável.

Mas uma coisa é certa, também a mim me fazem sofrer. E o pior de tudo isto é que ninguém se apercebe que o faz, pois niguém me conhece, ninguém sabe nada sobre mim...ninguém.

Eu não pretendo magoar, fazer sofrer, prejudicar. Por mim, só causaria felicidade e sorrisos, para todos, principalmente para os meus inimigos. Pois a diferença entre o que deixo transparecer e o que realmente sou é enorme. Mas ninguém se apercebe disso.

A vida é pequena e só há um caminho para sair dela. Uma estrada que todos terão que percorrer, no mesmo sentido, sem nunca poder voltar atrás.
 
segunda-feira, dezembro 20, 2010, posted by # 7 at 18:20




Bem, como a casa estava algo monótona, eis que chega um novo membro à família. 

Sim, porque isto de vivermos apenas 4 pessoas, 9 peixes, fora as tartarugas e os cágados que estão no jardim e da gata que vive no terreno, é pouco. É pouquito, pouco movimento, pouca confusão, pouca trabalheira. Ah, só para deixar claro...estou a ser obviamente IRÓNICO.

Agora chega o "Tiozinho". Um coelho anão oferecido ao meu filhote, no seu aniversário e batizado pela minha estrelinha, em homenagem ao cavalo da pipi das meias altas.

Tiozinho, animalzinho que chegou tímido e sossegado e que agora é apanhado do clima. Desde que o coloquei um pouco fora da gaiola (que tivémos que comprar, juntamente com feno, comida e granulado) que está doido. Põe-se em pé, cai de costas, está sempre a ver quando é que nos aproximamos, para se colocar estrategicamente junto da porta da gaiola, para sair, dá saltos que qualquer dia originarão a queda da gaiola, enfim, deve ter atido com a cabeça e agora é o que se vê.

Já não bastava ter que me preocupar com a alimentação dos peixes quando vou para fora, agora tenho este novo freguês. E ainda por cima sai-me um coelho marado da mioleira.

Se podia ter um coelhinho normal, que se mantinha sossegado no seu canto, sem chatear? Poder podia. Mas não era a mesma coisa.
 
sábado, dezembro 11, 2010, posted by # 7 at 00:02





Uff. Ainda cheguei a tempo. O relógio ainda não marca a meia-noite, logo, posso escrever o que tinha planeado. Ou seja, um texto a dizer que hoje, o meu filhote faz (ou fez) dois anitos.

É verdade, já se passaram dois anos desde aquele dia em que fomos forçados a assistir a um desenrolar de acontecimentos que não desejamos a ninguém. Aqueles tubos, aquela incubadora, aqueles dez dias. Foi mau demais. Colocou novamente na minha mente péssimos pensamentos sobre esta vida.

Mas o importante é que já passou e o franzino que habitava aquele estranho espaço da incubadora, é agora um terror, um traquinas, um teimoso que sempre tenta que a sua vontade seja feita.
Aliás, a palavra favorita dele é, sem dúvida, a palavra NÃO. Mesmo quando quer as coisas, antes de dizer que as quer, tem que dizer que não as quer. Só para mostrar que ele é que sabe. Enfim, esperemos que esta atitude se revele proveitosa no futuro.

Dois anos já foram, passando à velocidade da luz.

Hoje houve festa cá em casa, amanhã outra haverá, com mais gente.
Parabéns campeão. És um refilão de primeira classe, mas eu adoro-te...amo-te.
 
sábado, dezembro 04, 2010, posted by # 7 at 23:24

Tantas vezes dei por mim a pensar se, por terem uma cultura diferente da ocidental, por defenderem os valores primordiais das suas origens, se os árabes, ou muçulmanos ou o que lhes queiram chamar, não estariam a ser injustamente descriminados. Afinal, se tanta gente apregoa a importância da necessidade de se ser diferente, numa sociedade cada vez mais virada para a pura imitação, talvez isso seja um factor de admiração e não de afastamento.

Sim, muitas vezes pensei nisso. Mas depois, como que servindo de um acordar para a realidade, ouço e vejo histórias de apredejamentos de mulheres por terem ousado ter ma aventura amorosa, mutilações, espancamentos, violações, torturas. E chego a uma conclusão. Uma conclusão que muitos acharão racista, descriminadora, excessivamente forte. Mas, como acredito num mundo em que cada individualidade tem o direito à sua opinião, a minha opinião é minha, quer esteja certa ou errada. O que aliás, por si só, é tema de um debate que demoraria uma eternidade a resolver: quem define o certo e o errado? A consciência? A moral? A necessidade?

Adiante, o que eu quero deixar explícito, sem indirectas, sem máscaras, sem falsidades, é que esses senhores, ou melhor, esses animais, nada merecem que não o extermínio. E lento e doloroso, preferencialmente.
Quer dizer, ficamos (e bem) indignados com os números assustadoramente crescentes de casos de violência doméstica, em que mulheres, crianças e por vezes até homens são espancados até à morte, mas, quando confrontados com esta triste realidade oriental, encolhemos simplesmente os ombros e pensamos: "Bem, está mal, mas é a cultura deles.".

Depois, se um soldado espanca um prisioneiro dessa laia e aparece nos noticiários mundiais, a indignação ainda é maior. "Oh, coitadinhas das pessoas. Sem roupa, a serem espancadas. É uma vergonha." Pois é, é uma vergonha. É uma vergonha que os soldados não poupem algum do dinheiro da cerveja para comprar uns garrafões de ácido para, lentamente, despejar em cima destes animais.

Eu, por mim, agradeço não ser militar destacado nesses países. Pois se o fosse, já há muito que tinha libertado o animal dentro de mim e teria certamente proporcionado um serão diferente a muitos desses torturadores de crianças e mulheres, desses assassinos que matam em nome de um deus luxurioso que promete mulheres e riqueza. 

NADA. Não valem nada esses rastejantes. Os seus costumes são bárbaros, primitivos e, dessa forma, é a isso que deveriam ser sujeitos, à barbárie que apregoam e defendem. Uma ilha onde ficassem todos, isolados do mundo, sem ajuda alguma. Pedissem então ao seu benevolente deus da luxúria que os salvassem.

O sangue e a violência está implícito na existência do ser-humano. Já por várias vezes afirmei, e continuo a afirmar, que não sinto orgulho algum em fazer parte desta espécie. Mas isso não é algo que se escolha. 

E, visto que faço parte deste distinto grupo, sedento de violência, deixo aqui o meu apelo: tragam até mim senhores que achem que o que é feito no vídeo aqui colocado é um procedimento aceitável e correcto e eu demonstrarei certamente que até me consigo integrar violentamente nesta triste raça.

Divórcio só para homens. “Nem precisa ter uma razão, basta dizer que não quer mais estar com aquela mulher, é tudo muito rápido. Uma mulher, mesmo com acordo do marido, tem que contar com pelo menos 2 anos”. Acresce o facto de ter que ir viver com familiares, na melhor das hipóteses, ser aceite pelo pai e apontada pela sociedade. “São muito criticadas. A sociedade está sensibilizada e aceita. Mas estas mulheres estão sempre a ouvir que não deviam ter feito isto ou aquilo”. sic.sapo.pt

A iraniana Sakineh Mohammadi Ashtiani, cuja condenação à morte por apedrejamento provocou uma onda de manifestações na comunidade internacional, será executada nesta quarta-feira (...)               www1.folha.uol.com.br/mundo

Mãe e filha mortas por causa de conversas com soldado

Leila Hussein, a iraquiana que se separou do marido após este ter morto a filha de ambos, acabou por ser também assassinada.    Expresso

 

Pakistani boy 'killed by teacher'



A student of a religious seminary in Pakistan's Punjab province has died after he was punished by his teacher, police say. 
 
Atif, seven, was hung upside down from a ceiling fan by Maulvi Ziauddin for not memorising his Koran lessons, his fellow students told the police.
Atif's condition deteriorated quickly and he died in the teacher's room. Maulvi Ziauddin has been arrested.   BBC




 
Emanuel Simoes

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